UM POUCO DA HISTÓRIA DA ILHA GRANDE

A Ilha na História do Brasil.

 

Ipaum Guaçu, este foi o nome dado pelos índios Tamoios à Ilha Grande que quer dizer: Ipaum (ilha) Guaçu(Grande). A Ilha Grande foi descoberta em 1502 pelo ex-plorador André Gonçalves, chefe da 1ª Expedição Exploradora, quando navegava pelo canal existente entre o continente e a Ilha Grande, no mesmo ano em que foi descoberto o Estado do Rio de Janeiro.  

 

Logo depois do descobrimento, iniciou-se o tráfico de negros africanos para o Brasil. O contrabando de escravos foi feito pelos corsários e piratas ingleses, holandeses e franceses na costa da baía da Ilha Grande. Durante séculos a ilha foi usada para este fim.  

 

Na época do império de Dom Pedro II surgiu a necessidade de construir um lazareto (uma espécie de hospital para imigrantes). O Imperador Dom Pedro II, esteve pela primeira vez em  Angra dos Reis, quando visitou a Enseada das Palmas e em seguida a frota parou na enseada do Abraão.  

 

Durante a sua estadia na Vila do Abraão, D.Pedro II fez sua contribuição em dinheiro para a capela, em construção na época, hoje a Igreja de São Sebastião, padroeira da cidade. Após a proclamação da República, o Lazareto e a Enseada do Abraão passaram por reformas.

 

Foi construído o aqueduto (um duto ou canal para transporte de água), com vazão de mil litros por hora. Foto da inauguração do aqueduto . Ainda hoje podem ser vistas suas ruínas.

 

 No início do século XX começaram as obras da estrada que liga Abraão à Vila Dois Rios (foto) e, logo depois, implantado oficial-mente o Presídio de Vila Dois Rios, que serviu inicialmente para abrigar presos julgados por crimes comuns.  

 

O Governador do Estado do Rio de Janeiro Leonel Brizola em 1994, ordenou a desativação definitiva do Presídio Cândido Mendes,  sendo os presos transferidos para os Presídios de Bangu I e II.  

 

Hoje a Ilha Grande vem sendo  inserida como destino turístico com grande potencial de crescimento, cumprindo assim seu real papel na história: Ser um Paraíso Ecológico livre e ao alcance de todos  

 


O LAZARETO
 
 
 

 

O Brasil vivia o império de Dom Pedro II no meado do século XIX, quando surgiu a necessidade de construir uma espécie de hotel/hospital para imigrantes, que servisse para quarentena de navios que chegavam ao Brasil com suspeita de doenças contagiosas.  

 

Vários estudos foram feitos na época e a Ilha Grande foi o local escolhido por ocasião da primeira viagem que Dom Pedro II fez à Angra dos Reis. Entre 1884 e 1886 foi construído o 1º Lazareto. A construção contribuiu decisivamente para o desenvolvimento da Vila de Abraão que passou a distrito de Angra dos Reis.  

 

Os hóspedes/internos do Lazareto eram distribuídos segundo suas classes de passageiros nos navios. Existiam 3 pavilhões para a 1ª, 2ª e 3ª classes. Haviam restaurantes, armazéns, farmácia, enfermaria e laboratório bacteriológico para exames e tratamentos dos enfermos. 

 

O Lazareto sofreu algumas reformas, inclusive com a construção do Aqueduto (1889) e funcionou como hospital de 1886 até 1913 atendendo a 4.232 embarcações, das quais 3.367 foram desinfetadas. O próprio Imperador Dom Pedro II teve três passagens pelo Lazareto, sendo a última como prisioneiro onde aguardou o navio que o levou para o exílio. 

 

O Lazareto ficou desocupado de 1913 até 1930 quando voltou a ser usado durante 10 anos como alojamento pelos fuzileiros navais, por ocasião de manobras militares. Cerca de 10 navios ancoravam na enseada do Abraão. À noite, os fuzileiros se reuniam e agitavam a comunidade da Vila com muita música e dança. 

 

Em 1940 outra reforma transformou o Lazareto na Colônia Penal Candido Mendes. O objetivo: abrigar os presos comuns do presídio de Vila Dois Rios, para que este recebesse os presos políticos da 2ª Guerra Mundial que estavam isolados na Ilha de Fernando de Noronha, quando esta foi cedida aos americanos como base naval.  Foi neste ano que, usando a mão de obra dos presos comuns, foi construída a estrada Abraão X Vila Dois Rios.  

 

Em 1954, por ordem do Governador de Estado Carlos Lacerda a Colônia Penal Candido Mendes (antigo Lazareto) foi demolida e seus presos transferidos para o presídio de Vila Dois Rios que mudou seu nome para Candido Mendes. Lá, nomes como Graciliano Ramos, Origines Lessa, Flores da Cunha e muitos outros deixaram registros para a posteridade sobre seus confinamentos no presídio.         

 

 

A LENDA DE JORGE GREGO 

A lenda mais popular  da Ilha Grande conta a história de Jorge Grego: 

 Contam que há muito tempo um corsário grego que  navegava nas proximidades da ilha em frente à Vila Dois Rios, naufragou e quase toda população morreu, com exceção do capitão chamado Jorge Grego, sua filha e seu marinheiro de maior confiança.  

Viveram isolados na ilha por muito tempo, até que um dia o inevitável aconteceu: o marinheiro e sua filha se apaixonaram e Jorge, num ataque de fúria, matou os dois. Com o passar do tempo enlouqueceu e atirou-se do penhasco ao mar, desaparecendo e dando origem ao nome da “Ilha de Jorge Grego”. 

 

 

 

100 ANOS DE PRESÍDIO INSTITUTO PENAL CÂNDIDO MENDES

Por mais de 100 anos a Ilha Grande abrigou duas penitenciárias: o Lazareto ou “do Abraão”, uma penitenciária comum, onde os presos permaneciam em suas celas durante todo o tempo; e o Instituto Penal Cândido Mendes ou “de Dois Rios”, um presídio de segurança máxima. 

 À partir da revolução de 1932, o presídio de Vila Dois Rios passou a abrigar presos políticos e presos comuns. Os presos comuns ocupavam o térreo, o primeiro e o terceiro pisos do edifício central. Já os presos políticos ficavam em regime ainda mais fechado, no segundo piso. Apesar das tentativas de separa-los, houve o inevitável contato entre os diferentes presos, e daquele convívio nasceu o Comando Vermelho, em 1979. 

 Em todas as pesquisas realizadas, só há registro de 2 fugas com sucesso de Vila Dois Rios. Um dos poucos que conseguiu escapar sozinho do presídio, dos policiais, da floresta, do mar e dos tubarões, foi o preso político André Torres.  O outro foi José Carlos dos Reis Ensina conhecido por “Escadinha” que, em 1985 foi retirado do presídio de helicóptero, numa fuga cinematográfica. 

 

Foram inúmeros os presos “famosos” da Ilha Grande.  Entre eles, destacamos os que escreveram sobre sua “estada”:  Graciliano Ramos, Origines Lessa, André Torres, Fernando Gabeira, Flores da Cunha, Luiz Carlos Prestes, Nelson Rodrigues além de bandidos famosos como Escadinha, Lucio Flávio e Madame Satã (este, depois de liberto, não saiu da Ilha Grande e passou a morar no Abraão até sua morte). 

 

A triste história dos presídios manteve a Ilha Grande sob vigilância e proteção no último século, impedindo a degradação, a exploração do turismo predatório e a especulação imobiliária.Hoje, com um grande apelo ecológico, o maior desafio das autoridades, poder público e entidades organizadas, é manter a ilha com seus ecossistemas e todo o meio ambiente totalmente preservados por, pelo menos, mais 100 anos.

 

 


ABRAÃO
A CAPITAL DA ILHA 

 


Somente em função de sua história envolvendo os presídios, essa ilha, tão próxima de grandes  capitais como Rio de Janeiro e São Paulo, conseguiu preservar sua beleza e  encantos naturais intactos por tantos anos.
São 192km2 de extensão cortados por uma cadeia de montanhas.  Sua costa apresenta várias enseadas e mais de 100 praias que exibem com fartura lindas paisagens.

 É assim que a ilha surge no cenário turístico. Como palco de exuberante beleza natural, totalmente preservada e voltada para o turismo auto sustentável. Um verdadeiro santuário ecológico entre Rio e São Paulo.

O Abraão é o porto de chegada ao paraíso.
 
A Vila do Abraão é considerada a capital da Ilha Grande, com a maior infra-estrutura turística de toda a  ilha. Por isso é ponto de encontro certo e com muito agito. À noite, bares e restaurantes se encarregam de oferecer a animação. Sentar pra descansar, ouvir boa música e provar os deliciosos pratos típicos, sem pensar em nada, são os programas mais procurados pelos visitantes depois de um belo dia de passeio.
 
 São quilômetros de pura natureza e praias paradisíacas, muitas ainda desertas e outras com pequenas vilas de pescadores. Esse conjunto de belezas naturais faz desse paraíso um lugar único e inesquecível.
  
E é nesse paraíso que oferecemos a você o maior cadastro de imóveis para aluguel por temporada da ilha. Dezenas de casas de todos os tipos, tamanhos e preços.  Escolha a casa que melhor atende às suas necessidades e hospede-se com sua família, com autonomia, liberdade e conforto.
 
 Em suas férias ou finais de semana, faça da Ilha Grande o quintal da sua casa e aproveite ao máximo todo o encanto desse pedaço de paraíso cercado de natureza por todos os lados. 
  
É assim que a ilha surge no cenário turístico. Como palco de exuberante beleza natural, totalmente preservada e voltada para o turismo auto sustentável. Um verdadeiro santuário ecológico entre as duas maiores capitais do Brasil: Rio de Janeiro e São Paulo.

 

A ILHA

A Ilha Grande é a maior das ilhas do litoral de Angra dos Reis. Tem 193 km² com relevo acidentado e montanhoso, cujas maiores elevações são o Pico da Pedra D’Água (1 031 metros) e o Pico do Papagaio (982 metros), sendo este último o mais famoso, devido a sua forma pitoresca. As costas da ilha são recortadas por inúmeras penínsulas e enseadas (sacos), formando mais de 100 praias. A vegetação é exuberante, formada por mata atlântica, mangue e restinga.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

A principal vila da ilha é a Vila do Abraão, com, aproximadamente, 5 000 habitantes e que concentra a maior parte da infraestrutura turística da ilha, como posto de saúde, escola primária, posto dos correios e destacamentos do Corpo de Bombeiros e da Polícia Militar. Um serviço de barcas regular liga diariamente a Vila do Abraão com Angra dos Reis e Mangaratiba, no continente. A vila conta, também, com ampla oferta de pousadas, campings, casas de temporada, bares, restaurantes e comércio para turistas. Além do Abraão, existem algumas outras pequenas comunidades espalhadas pela ilha também dotadas de infraestrutura turística, como Praia Grande ,Enseada do Bananal e Praia do Japariz.

As atividades econômicas giram em torno da pesca e, principalmente, do turismo. A ilha oferece, atualmente, muitas alternativas turísticas: passeios de barco, praias com águas calmas para mergulho em família, praias destinadas à prática de esportes como o surfe e o mountain-bike, trilhas ecológicas por dentro da mata ao centro da ilha, além de algumas atrações históricas.

Há na Ilha 4 (quatro) unidades de conservação, são elas: Parque Estadual da Ilha Grande e o Parque Estadual Marinho do Aventureiro, Reserva Biológica Estadual da Praia do Sul, cujo acesso é somente permitido a pesquisadores e pessoas autorizadas pelo INEA, e a APA de Tamoios. As áreas de proteção ambiental visam a garantir a proteção da grande reserva de mata atlântica ainda existente e da vida marinha existente no entorno da ilha.

 

 

CRONOLOGIA


1591

A ilha foi atacada em 15 de dezembro de 1591 pelo Corsário Inglês Thomas Cavendish, que saqueou os viveres e pertences da população local e ateou fogo em suas residências, rumando em seguida para Ilha Bela para organizar seu ataque à Vila de Santos.

1726

A dificuldade em administrar a ilha e em impedir ataques de contrabandistas e corsários forçou a transferência de sua administração da capitania de São Paulo e Minas de Ouro para a capitania Real do Rio de Janeiro em 1726, a pedido do governador Luís Vaía Monteiro. Nesse período, a ilha começou a desenvolver as culturas de cana de açúcar e café, que se estenderiam até a última década do século XIX, intensificando sua colonização, quer com a fundação de fazendas, como também de pequenas vilas, onde os negros trazidos para trabalhar nas lavouras fizeram do lugar uma das principais rotas do tráfico de escravos até a abolição da escravatura.
 

1803

No ano de 1803, a ilha passou à condição de freguesia, com o nome de Santana da Ilha Grande de Fora, ganhando autonomia jurídica em relação a Angra dos Reis. Em 1863, o imperador Dom Pedro II fez sua primeira visita à ilha Grande, onde comprou a Fazenda do Holandês, local onde seria instalado o Lazareto, instituição que servia de centro de triagem e de quarentena para os passageiros enfermos que chegavam ao Brasil e, posteriormente, um sanatório para doentes de hanseníase. De 1886 a 1903, atendeu a mais de 4 000 embarcações. Serviu de presídio político durante os primeiros anos da república, quando foi criada a colônia agrícola correcional de Dois Rios.

1930

Na década de 1930, logo após o início do governo de Getúlio Vargas, deu-se a Revolução Constitucionalista de 1932, quando, então, todos os confinados do Lazareto foram transferidos para a colônia de Dois Rios, que passou a ser, em 1940, um presídio com capacidade para aproximadamente mil detentos, sendo, posteriormente, denominado instituto penal Cândi­do Mendes. Esse presídio se tornaria célebre quando da publicação de Memórias do cárcere, de Graciliano Ramos, que para lá foi encaminhado, como preso, durante a ditadura do Estado Novo (1937-1945). Durante o regime militar de 1964, também foram transferidos presos políticos para o instituto, até o final da década de 1970, quando estes foram libertados e o presídio voltou a ter apenas presos comuns.

1980

A ilha passou, então, por dificuldades econômicas, já que as poucas lavouras ainda existentes se tornaram de subsistência. Além disso, houve um grande declínio nas atividades da indústria pesqueira nos anos 1980.

1985

Um fato marcante a respeito do presídio Cândido Mendes, situado em Dois Rios, foi a famosa fuga do traficante “Escadinha”, realizada no ano de 1986 com o auxílio de um helicóptero. “Escadinha”cumpria pena de 30 anos por tráfico de drogas, mas em 31 de dezembro de 1985, conseguiu escapar do presídio e se isolar na Praia de Coroa Grande. De lá, “Escadinha” foi resgatado de helicóptero por Carlos Gregório (conhecido como “Gordo”) que na época era ladrão de carros no Rio de Janeiro. A fuga foi largamente noticiada em vários veículos de informação, tornando-se um fato famoso a respeito da Colônia Penal Cândido Mendes de Ilha Grande.


1994

Em 1994, o presídio, que era fonte de insegurança para a população local devido às fugas de presos, foi demolido pelo governo do estado do Rio de Janeiro. Após sua implosão, a Universidade do Estado do Rio de Janeiro obteve o direito de cessão da área e das benfeitorias que pertenciam ao presídio, inaugurando, no ano de 1998, o Centro de Estudos Ambientais e Desenvolvimento Sustentável.

Desde então, a economia da ilha tomou novo impulso e tem se baseado exclusivamente no turismo, sendo um dos locais mais procurados do estado do Rio de Janeiro para a prática de surfe, mergulho, bike, montanhismo, camping e trilhas.

 

Ilha Grande Casas

Aluguel de Casas por Temporada
Vila Abraão - Ilha Grande

Angra dos Reis - RJ

(24) 99958-9188

15 Anos

Contato

(24) 99958-9188 - WhatsApp

Horário Comercial

das 10h às 17h

FALE CONOSCO

POLÍTICA DE RESERVA

Ilha Grande Casas - Todos os direitos reservados 

Desenvolvido por Angralink.net